segunda-feira, 25 de março de 2013

A estética impressionista



Ao contrários das escolas literárias predecessoras - Romantismo, Realismo, Naturalismo -, o Pré-Modernismo não seguia uma "fórmula". Os escritores desse período mesclam em suas obras características das escolas literárias anteriores. O poeta Augusto dos Anjos, por exemplo, unia em seus poemas o pessimismo da segunda geração romântica com cientificismo do Realismo. Como outro exemplo temos Lima Barreto, que uniu em "Triste Fim de Policarpo Quaresma" o nacionalismo ufanista da primeira geração romântica com a visão realista da sociedade, típica do Realismo.
Lima Barreto criticou no livro "Triste Fim de Policarpo Quaresma" o nacionalismo/patriotismo exacerbado do romantismo. Lendo o livro você perceberá que o protagonista, Policarpo Quaresma, é ridiculamente patriota: só come e bebe alimentos de origem nacional, além de desprezar os importados, assimila ao seu dia-a-dia comportamentos do povo Tupi, como chorar escandalosamente quando um familiar volta para casa entre outros.
Chamamos de Pré-Modernismo a essa fase de transição literária entre as escolas anteriores e a ruptura dos novos escritores com as mesmas. Na Bahia, ocorre a famosa “Revolta de Canudos”, que inspirava a obra “Os Sertões” do escritor Euclides da Cunha. Em 1910, a rebelião “Revolta da chibata” era liderada por João Cândido, o “Almirante Negro”, contra os maus tratos vividos na Marinha. Os principais escritores pré-modernistas são: Euclides da Cunha, Lima Barreto, Monteiro Lobato, Graça Aranha e Augusto dos Anjos. Os marcos literários são, especialmente, o já citado “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, e Canaã, de Graça Aranha. O Pré-Modernismo não chega a ser considerado uma “escola literária”, pois não há um grupo de escritores que seguem a mesma linha temática ou os mesmos traços literários.

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