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| Naianara Lisandra, Taina Vaz e Uildson Santana |
Palavras são sombras, as sombras viram jogos. Palavras pra brincar, brinquedos quebram logo. Palavras pra esquecer, versos que repito. Palavras pra dizer, de novo o que foi dito. Todas as folhas em branco, todos os livros fechados. Tudo com todas as letras, nada de novo debaixo do sol.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
Macunaíma
Macunaíma é um livro de 1928 do escritor brasileiro Mário de Andrade, considerado um dos grandes romances modernistas do Brasil.A personagem-título, um herói sem nenhum caráter (anti-herói), é um índio que representa o povo brasileiro, mostrando a atração pela cidade grande de São Paulo e pela máquina. A frase característica da personagem é "Ai, que preguiça!". Como na língua indígena o som "aique" significa "preguiça", Macunaíma seria duplamente preguiçoso. A parte inicial da obra assim o caracteriza: "No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite."A obra é considerada um indianismo moderno e é escrita sob a ótica cômica. Critica o Romantismo, utiliza os mitos indígenas, as lendas, provérbios do povo brasileiro e registra alguns aspectos do folclore do país até então pouco conhecidos (rapsódia). O livro possui estrutura inovadora, não seguindo uma ordem cronológica (i.e. atemporal) e espacial. É uma obra surrealista, onde se encontram aspectos ilógicos, fantasiosos e lendas. Apresenta críticas implícitas à miscigenação étnica (raças) e religiosa (catolicismo, paganismo, candomblé) e uma critica maior à linguagem culta já vista no Brasil.Em Macunaíma, Andrade tenta escrever um romance que represente o multi-culturalismo brasileiro. A obra valoriza as raízes brasileiras e a linguagem dos brasileiros, buscando aproximar a língua escrita ao modo de falar paulistano. Mário de Andrade tinha uma ideia de uma "gramatiquinha" brasileira que desvincularia o português do Brasil do de Portugal, o que, segundo ele, vinha se desenrolando no país desde o Romantismo. Ao longo da obra são comuns as substituições de "se" por "si", "cuspe" por "guspe", entre outras.
Oração Subordinada Substantiva
Um período pode ser composto por coordenação ou por subordinação. Quando é composto por coordenação, as orações possuem uma independência estrutural, podendo vir separadamente sem prejuízo. Já no período composto por subordinação, as orações são dependentes entre si por meio de suas estruturas.
- É necessário que você compareça à reunião.
VL + predicat. O. S. S. Subjetiva
- Toda a família tem o mesmo objetivo: que eu passe no vestibular.
Sujeito + VTD + Objeto Direto + O. S. S. Apositiva
Há três tipos de orações subordinadas: As substantivas, as adjetivas e as adverbiais. Trataremos aqui especificamente sobre o primeiro tipo:
Orações Subordinadas Substantivas
São orações que exercem a mesma função que um substantivo, na estrutura sintática da frase.
Exemplo 1:
- A menina quis um sorvete. (período simples)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = objeto direto;
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = objeto direto;
Temos duas posições na frase anterior em que podemos usar um substantivo: o sujeito (menina) e o objeto direto (sorvete). Nessas mesmas posições podem aparecer, em um período composto, orações subordinadas substantivas.
Dependendo de onde elas apareçam e da função que elas exerçam, poderemos classificar como Subjetiva (função de sujeito) ou como Objetiva direta (função de objeto direto).
Sendo assim, notamos que:
- A menina quis que eu comprasse sorvete. (período composto)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada substantiva Objetiva direta
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada substantiva Objetiva direta
E ainda em:
- Quem me acompanhava quis um sorvete. (período composto)
Quem me acompanhava = oração subordinada subjetiva;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = Objeto direto;
Quem me acompanhava = oração subordinada subjetiva;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = Objeto direto;
Além das posições de sujeito e objeto direto, as orações subordinadas substantivas podem exercer a função de um predicativo, de um objeto indireto, de um aposto e de um complemento nominal.
Portanto podemos ter oração subordinada substantiva de 6 tipos:
1. Subjetiva: ocupa a função de sujeito.
Exemplos:
- É preciso que o grupo melhore.
Verbo de Ligação + predicat. + O. S. S. Subjetiva
Verbo de Ligação + predicat. + O. S. S. Subjetiva
VL + predicat. O. S. S. Subjetiva
- Consta que esses homens foram presos anteriormente.
VI + O. S. S. Subjetiva
VI + O. S. S. Subjetiva
- Foi confirmado que o exame deu positivo.
Voz passiva O. S. S. Subjetiva
Voz passiva O. S. S. Subjetiva
2. Predicativa: ocupa a função do predicativo do sujeito.
Exemplos:
- A dúvida é se você virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa
- A verdade é que você não virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa
3. Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto. Completa o sentido de um Verbo Transitivo Direto.
Exemplos:
- Nós queremos que você fique.
Suj. + VTD + O. S. S. Obj. Direta
Suj. + VTD + O. S. S. Obj. Direta
- Os alunos pediram que a prova fosse adiada.
Sujeito + VTD + O. S. S. Objetiva Direta
Sujeito + VTD + O. S. S. Objetiva Direta
4. Objetiva Indireta: ocupa a função do objeto indireto.
Exemplos:
- As crianças gostam (de) que esteja tudo tranqüilo.
Sujeito + VTI + O. S. S. Objetiva Indireta
Sujeito + VTI + O. S. S. Objetiva Indireta
- A mulher precisa de que alguém a ajude.
Sujeito + VTI + O. S. S. Obj. Indireta
Sujeito + VTI + O. S. S. Obj. Indireta
5. Completiva Nominal: ocupa a função de um complemento nominal.
Exemplos:
- Tenho vontade de que aconteça algo inesperado.
Suj. + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Completiva Nominal
Suj. + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Completiva Nominal
- Toda criança tem necessidade de que alguém a ame.
Sujeito + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Comp. Nom.
Sujeito + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Comp. Nom.
6. Apositiva: ocupa a função de um aposto.
Exemplos:
Sujeito + VTD + Objeto Direto + O. S. S. Apositiva
segunda-feira, 25 de março de 2013
A estética impressionista
Ao contrários das escolas literárias predecessoras - Romantismo, Realismo, Naturalismo -, o Pré-Modernismo não seguia uma "fórmula". Os escritores desse período mesclam em suas obras características das escolas literárias anteriores. O poeta Augusto dos Anjos, por exemplo, unia em seus poemas o pessimismo da segunda geração romântica com cientificismo do Realismo. Como outro exemplo temos Lima Barreto, que uniu em "Triste Fim de Policarpo Quaresma" o nacionalismo ufanista da primeira geração romântica com a visão realista da sociedade, típica do Realismo.
Lima Barreto criticou no livro "Triste Fim
de Policarpo Quaresma" o nacionalismo/patriotismo exacerbado do
romantismo. Lendo o livro você perceberá que o protagonista, Policarpo
Quaresma, é ridiculamente patriota: só come e bebe alimentos de
origem nacional, além de desprezar os importados, assimila ao seu dia-a-dia
comportamentos do povo Tupi, como chorar escandalosamente quando um familiar
volta para casa entre outros.
Chamamos de Pré-Modernismo a essa fase de transição literária
entre as escolas anteriores e a ruptura dos novos escritores com as mesmas. Na Bahia,
ocorre a famosa “Revolta de Canudos”, que inspirava a obra “Os Sertões” do
escritor Euclides da Cunha. Em 1910, a rebelião “Revolta da chibata” era
liderada por João Cândido, o “Almirante Negro”, contra os maus tratos vividos
na Marinha. Os principais
escritores pré-modernistas são: Euclides da Cunha, Lima Barreto, Monteiro
Lobato, Graça Aranha e Augusto dos Anjos. Os
marcos literários são, especialmente, o já citado “Os Sertões”, de Euclides da
Cunha, e Canaã, de Graça Aranha. O
Pré-Modernismo não chega a ser considerado uma “escola literária”, pois não há
um grupo de escritores que seguem a mesma linha temática ou os mesmos traços
literários.
terça-feira, 19 de março de 2013
O movimento pioneiro da arte e cultura
Eis aqui um dos mais conhecidos e reconhecidos temas da literatura: As vanguardas europeias. Movimento tal qual fez com que o mundo se revolucionasse de tal forma a ponto de ocorrerem mudanças em setores não só literários, mas como artísticos, econômicos e outros demais. O próprio movimento de secularização do estado e da sociedade, iniciado com a revolução francesa e aprofundada com a revolução de 1848, fez com que os novos rumos temáticos e estéticos fosses buscados não só pelos artistas, mas também pelos literatos, opondo-se assim às tendências vigentes, principalmente no campo da arte. O clima estava propicio para o surgimento das novas concepções artísticas sobre e realidade. Surgiram inúmeras tendências na arte, principalmente manifestos advindos do contraste social: de um lado a burguesia eufórica pela emergente economia industrial e, de outro lado, a marginalização e descontentamento da classe proletária e a intensificação do desemprego. Sim, isso diz respeito a queda da valores
de Nova Iorque. Os movimentos culturais desse período, responsáveis por uma
série de manifestos, são: Futurismo, Expressionismo, Cubismo, Dadaísmo,
Surrealismo, chamados de vanguardas europeias. Temos como principais artistas dessa época Pablo Picasso, Salvador Dali, Franz Marc, Apollinaire, Juan Griss.
Com isso resume-se o principal movimento artístico-literário que já foi realizado no mundo e que acarretou diversas mudanças para a sociedade, fazendo com que chegássemos hoje onde estamos.
quarta-feira, 13 de março de 2013
A primeira letra.
Primeiramente deixo claro que a criação deste blog é para fins pedagógicos, onde serão colocados postagens, imagens, textos, vídeos e o que mais for conveniente a fim de trazer a todos um novo e interativo meio de conhecimento para não só adolescentes, mas universitários, professores e todos que estiverem abertos para novas ideias da língua portuguesa, querendo desvendá-la cada vez mais. É com toda certeza que aceitamos comentários, opiniões, pedidos de ajudas, textos que podem ser vinculados ao tema central do blog que abrange também a literatura e tudo mais que for de bom grado aos leitores.
Sejam bem vindos ao mundo das letras, das palavras, das vírgulas, das exclamações e interrogações. Seja bem vindo ao mundo que lhe está a mostra, só não espere dele um ponto final.
Atenciosamente, duas outras amantes da língua.
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